Audácia do Amor com Ódio

Não nos entediamos mais.
Não nos beijávamos mais.
Xingávamos um ao outro,
Cuspíamos um no outro
E o respeito diluiu-se em sofrimento.

Tentamos recuperar esse tempo perdido
Batemos cabeça a fim de “dar um jeito”
Mas o amor é inconsequente,
Regado de situações declives
Havia de assim ser feito.

Nesse abismo funesto ela abriu mão.
Eu já previa esse desfecho
Refém daquela situação,
Com aperto na garganta e coração em mãos,
Fingi passar por satisfeito.

Com lágrimas nos olhos partiu,
Sabia que iria surtir efeitos
Antes de soltar minha mão
Olhou-me nos olhos e eu disse:
“Vai, mas volta, que sem você não sou o mesmo”

Ficou e a vida nos deu atenção.
Do amor e sua peripécias,
Ainda que nos batamos com pétalas,
Não há espaço para razão.

Nota: Primeira poesia desse blog. Poucas vezes me arrisco por esse caminho, já que a poesia exige uma sensibilidade ímpar. Com sorte pude produzir algo que me agradou e compartilho aqui.

Grato.

Luiz Phelipe Fernandes. 


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