Bosquejos de Vincent – parte III

 

Vide: Bosquejos de Vincent Parte I

Vide: Bosquejos de Vincent Parte II

 

Os minutos castigavam-me como suplícios intermináveis. Loucura e verdade confrontavam em meu cérebro. As verdades que eu sabia; as que me esperavam; e as falsas. A loucura consequência do meu próprio ato, a ausência de sanidade antônima à presença de uma fuga e sinônima da minha dor.  Postei-me, como de costume a caminhar… Ficar cerrado em cárcere faria daquilo tudo mais meticuloso. Crueldade que alguém, em apreço, assistia. Eu não faria questão de cooperar. Ao menos, ainda não.

Ouvi um latido, me pareceu longe demais pra alcançá-lo. Mas era uma oportunidade única. Embora limitado a uma dicotomia plausível e repugnante: Ou era a resposta, ou proposta do demônio. Ciente daquela armadilha, e do meu destino dantesco, encarei ruas e ruas disposto a ter – seja dádiva, ou castigo – a personificação animal, daquele que viria me punir pelo ocorrido. E proclamei, aos berros, “Na ode complacente das dores, no frio martirizante oriundo das torres, Helena, chegou a hora de nos reencontrarmos!”.

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