Seria medo?

  Enquanto muitos “lutam” sem objetivo a fim de adquirir tantas coisas das quais não necessitam, eu só queria controlar a eternidade. Claro que a palavra “só”, nesse caso, é um tanto quanto incoerente, já que a dimensão do que eu citei é imensurável, mas para mim, ainda parece pouca coisa. Eu não queria viver para sempre, mas tornar eterno minhas sensações… Palavras que fizeram a diferença, um dia frio que me fez sorrir, aquele abraço do qual os meus braços se recusaram a esquecer. Eu queria manter vivo, aquele que se foi sem me dar muitas chances de dizer tchau, ou de contar-lhe o quanto era importante para mim, poupando assim, minhas lágrimas. Eu queria ter para sempre, os que vivos ainda estão, só para eu desfrutar da eterna companhia. Gostaria de dar o dom da eternidade às palavras que me enchem a alma, oriundas daquela que muito me faz sorrir e chorar de alegria, para que assim, essas palavras não percam o sentido; o intuito não perca a direção e dizer por dizer não passe a não ter mais sentido… Tornar sólida a memória para que ela não permita que eu desabe na lástima de ser esquecido sem esquecer. Quero eternizar o sentimento que me é retribuído, já que o meu se fez perpétuo sem eu ter a dignidade de escolher, a fim de juntos compartilharmos do “sempre”.

Se posso ou se devo, não sei, apenas quero.

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