“Metautilizando” a Metalinguagem: Metáfora I

Gostaria de falar da banalização do amor, mas há um problema, pois falar sobre a banalização do amor já está banalizado. Queria falar então do quanto está saturado escrever sobre a dor, mas falar do “falar da dor” é que está saturado. Eu queria, mais uma vez, dizer que somos um clichê, mas não há clichê maior do que “clichê” pronunciar. Eu queria dizer que melancolia é um tema batido, mas o tal dizer faz-se um como um tema do passado… Eu queria dizer que nossos conceitos sobre política, ainda não ultrapassam o senso comum, mas é já um grande senso comum isso ser notado (e negligenciado).  Eu tentei dizer que adquirir cultura é um costume secular, mas insistir nessa ideia é ser ultrapassado. Nós somos os “sabe tudo”, mas nunca vi tanto conhecimento assim, inerte, apático, vedado.

Quando o obsoleto se moderniza, percebo que o moderno torna-se um fracasso. Quando o fracasso sobressai à “mídia”, vem o jovem no intuito de “assumir-se revoltado”. Quando a revolta assume algum compromisso, a alienação se encarrega de nos deixar cansados (antes de começar).

Era iminente; GERAÇÃO 90!

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