Homem: o lado irracional dos leões

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Os leões são felinos enormes e fortes. Apesar de entrarem em alguns conflitos casualmente, são sociáveis, podem possuir até quarenta indivíduos em um grupo.  Em um bando, há divisão de tarefas: As fêmeas são encarregadas da caça e dos cuidados com o filhote. O macho é responsável pela demarcação do território e pela defesa do grupo.

No livro de biologia do ensino fundamental, você viu escrito em alguma das páginas a explicação do que é um ser vivo e, não obstante, a única função dos animais; nascer, crescer, reproduzir e morrer. Hoje, na condição de “mente adulta” e amparada com insuportável presunção, você se coloca a fins “superiores” e assim é como se sente. Mas não vai mudar o fato de que o único propósito irrevogável é o do “nascer, crescer, reproduzir e morrer”. Até então, nada diferente deles, os Leões.

Nunca (nunca mesmo) sabemos o que realmente importa. Envolvemo-nos ao acaso, não nos envolvemos por descaso e seguimos essa “tendência”. Sempre juramos, a favor de todo egocentrismo, estar acima dos erros. Temos culpa? Não. Não sabemos, pelo grotesco fato de não saber. Parece um pouco boçal, não? E na verdade é. Nascemos tolos. Morremos tolos. Não é preciso lógica elaborada e grandes filosofias…
Um exemplo, é quando sentimos atração ou nos apegamos a alguém e de repente não externamos mais nenhum interesse. É o corpo, é a mente, é a carne.  O que há de tão abominável no fato? … É a futilidade “almática”, não temos culpa, somos onipotentes e demasiados.

Nada é de exclusiva natureza masculina ou feminina e sim de natureza humana. Eles (os “selvagens”) têm “extintos”, nós não – por mais que o “Discovery Channel” diga o contrário.  A nossa mediocridade, junta ao nosso (falso) auto julgamento de “os oniscientes”, nos dá a infeliz sensação de que precisamos, julgar, definir e rotular… Variamos entre o “João é uma ótima pessoa” e “aquilo é um mau caráter!”.  Somos todos escravos. Não há distinção. Séculos passaram. Valores foram moldados, modificados, readquiridos e quanto a nós? Tornamos-nos cada vez mais escravos, uns das próprias ideias, outros do atual sistema excludente.

Vejamos. Os leões brigam por carne. Nós também… Não arranhamos e nem mordemos uns aos outros (pelo menos, nem sempre), mas lutamos de forma covarde. A unhada é quando o outro não nota e o abraço é a lacuna  para a mordida.  Antes a briga.

Os leões encaram uns aos outros, a fim de preservar a própria vida. Enquanto nós lutamos por sobrevivência de forma covarde. Somos hipócritas. Ao nascer já tiramos oportunidades alheias. Tomamos a “carne” do outro com um sorriso falsamente benigno. Já os leões, quando lutam, rugem, enrugam a cara e mostram que estão ali prontos para o desafio. Eles brigam e tem uma necessidade existencial disso. Nós (teoricamente) “fugimos” da briga em prol de um ambiente pacífico ao mesmo tempo em que matamos milhares de pessoas, todos os dias.  A nossa “necessidade”, qual é?  Fingimos não saber, pois é mais confortável…  Só se é condecorado com o título máximo de “bom cidadão” quando colocado em situação confortável, cercado de um cotidiano que lhe convém e o sustenta. Justo? …És ruim quando os “benefícios vitais” não existem ou são omitidos. E quais são as leis para isso? Os “bondosos consagrados” não levantam a mão, não gritam, não reclamam, pois o sistema atual faz bem, quem seria o tolo a questionar? Eis o egoísmo. Nós, seres humanos, somos ruins por essência e em poucas vezes isso é inconsciente, só não aceitamos.

Isento das metáforas dessas palavras e da petulância do texto eu digo… “Quem dera fôssemos tão digno quanto eles: Os leões”.

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