O velho que já não envelhece mais

  As luminárias estão lá. Uma a cada 30 metros, aproximadamente… Não sei se iluminam, mas funcionam de muitas outras maneiras. Não sei com qual intuito foram colocadas lá, mas deixam a rua com um toque espetacular. Não sei nem se acendem, mas despertam certa curiosidade e instiga quem passa ali, pela Avenida Goiás, sendo destinado a buscar nas sombras da memória as imagens de um cenário que antecedeu onde hoje se abrigam as luminárias, os bancos de madeira, a grama, as árvores que disputam espaço no céu…

  As lembranças são belas e estão adormecidas. Detalhes como os do centro de Goiânia, fazem com que elas não se percam no tempo. Quando estou por ali, não só “imagens” de um cenário passado vem à minha cabeça, mas também, as lembranças de um cotidiano, de valores e costumes, aqueles que se tornaram obsoletos, aqueles que poucos sabem como são. Décadas que eu nem vivi, mas faço questão de nunca esquecer.

  As construções estão lá, preservadas, com suas fachadas clássicas, que podem unir barroco e cubismo… Não sei se todos são tomados por esse sentimento nostálgico que me possui, mas diante de toda besteira oriunda da câmera municipal e/ou maiores instâncias (em Brasília), algumas leis são bastante úteis, merecem prestígio, são simples (no papel) e de grande importância. Fico feliz por existir leis de preservação do patrimônio histórico. Muita gente questiona, mas existem atitudes que deixam o seu significado entrelinhas, só é perceptível àqueles aptos a notar o sentido das coisas.

  Só sei que as luminárias estão lá – decorativas ou não. Os prédios estão lá, respeitando a arquitetura original, aquela do século XX. Os bancos de madeira e a grama estão lá, assim como as árvores, disputando lugar ao céu.

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