Um escritor de blog e um texto de blog.

Mais de mil visitas é algo que realmente me encoraja a escrever. Aliás, “coragem” não é a palavra ideal. O fato antes mencionado me remete a uma “obrigação” que eu nem sabia que tinha; a de atualizar isso aqui. Há cerca de três dias que eu me sinto fechado e isso parece uma eternidade. Meus dedos não respondem ao tocarem a caneta ou o teclado. Talvez porque o cérebro não tenha as ordens. Talvez porque o próprio cérebro esteja congestionado. Mas dessa vez é diferente, é muita coisa inútil, é muita merda e nada para consolidar.

Pode ser que isso seja um sinal. Para que eu torne os meus dias menos entediantes e passe a ocupar melhor o meu tempo. Uma amiga disse que esta quinta-feira tava com cara de quarta. Para mim ela não disse nada, pois meus dias são gêmeos, a terça é igual à quinta, a sexta e todo o resto. Nessas horas eu até sinto falta da segunda cansativa, do domingo depressivo, da sexta entusiasmada e do sábado agitado. Na época em que meus dias tinham “cara” e minha vida mais utilidade.    

 Esse é um típico texto de blog. Desci da escultura vanguardista e assumi o papel do “original”, do “típico”. Onde o autor chora pro leitor e esse tem que fingir que gosta. Essa deve ser a realidade dos milhões de twitteiros, blogueiros e afins. Os depressivos da era moderna. Os “odeio todo mundo” que tem três perfis no Orkut. É a onda sentimental da internet, a moda da crise virtual, a ascensão da falta de bom senso.

 É fase. Como todo mundo diz, é fase.

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