Sem título.

Vivo uma crise existencial constante. Bem camuflada e maquiada, vestida de branco, preto e vermelho. Pronta para a próxima festa de rock. Pronta para mais uma dose… De whisky de heroína e de rancor. Falo de uma crise existencial reflexiva, diferente daquela coisa emocional, antes dos góticos, e  que agora deve pertencer aos que são “reconhecidos” como emos(?); a tal crise de identidade. A minha crise tem carro, TV 42 polegadas, cash no “bolso”, sangue no corpo, talvez “isenta” de alma e de palavras, mas sempre onisciente a tudo, dona apenas da vontade, pois a carne é do mundo e o dinheiro é do governo. Ela usa um bom perfume, exala um ar de atração, ela mostra uma superioridade que não tem e uma ascensão que nunca existiu, mas entre outros ela é a dona da razão. É dona de um olhar penetrante, que desonra os desfavorecidos e enobrece os donos da humildade, pais de uma “intelectualidade moderna”. Sou um conjunto de carne ambulante. Nada aceito, nada recuso só me isolo. O conjunto de carne e sua crise existencial. Distantes no contato, juntos na construção de um eterno silêncio.

É assim que sabe quando encontrou alguém especial. Quando pode calar a boca um minuto e sentir-se à vontade com o silêncio” (Mia;  Pulp Fiction).


Anúncios
%d blogueiros gostam disto: