Inovar agora é manter

Olá, seja bem-vindo(a) à sociedade contemporânea, aquela que fez por merecer o mais (talvez o único) sensato dos rótulos: Sociedade clichê. Logo essa palavrinha tão boa de falar, derivada do belíssimo Francês. Para “abrir com chave de ouro”, façamos a análise de que nós não existimos, simplesmente representamos. Uma representação do que já foi feito, uma representação do que já foi vivido, a sombra do que já foi bom, as sobras do vanguardismo, tão somente um clichê. É comum vê-se exaltar o fato de que somos inovadores… Batamos palmas para o “mundo moderno”? Blasfêmia! E “mentira tem perna curta”! Exemplo: Hoje o diferenciado é a moda vintage, aquela derivada dos séculos passados. A Wikipédia conceitua: “Moda retrógrada… Uma recuperação de estilos dos anos 20, 30, 40, 50 e 60”. Recuperação? Não, não mesmo. “Panela velha é que faz comida boa”? Que nada, isso é uma cópia! Uma continuação… É a aceitação de que bom é o que já fizeram há muito tempo e o melhor é que todos já se esqueciam. Eu, particularmente, gosto muito, mas já é uma continuidade. Os botões, as batas, os tênis, os vestidos, as camisas, as camisetas, as calças, o xadrez, as listras, as cores, os óculos… Vintage deixou de ser a moda “antiga”, agora é a mania em “apreciar” tudo o que é velho, não obstante a nossa incapacidade de criar. As guitarras antigas, os violões antigos, os cadernos antigos, os filmes antigos, são todos melhores! É assim, ou apreciamos o lixo atual ou vivemos num intenso clichê. Uma repetição constante, uma mesmice. Na novela, o mocinho sempre termina junto com seu amor. Aos olhos da justiça os poderosos são inocentes, os menores assassinos são apenas crianças. A culpa é do estado, a culpa é do presidente, a culpa é da superlotação das cadeias… Na política o horário eleitoral é o mesmo, ou nos submetemos ao “Caro povo brasileiro…” ou desligamos a televisão. Alguns meses depois iremos ouvir, “esse dinheiro não é meu”, e logo após a, “uma boa noite e até amanhã”, não saberemos o destino dos questionados, no dia seguinte a Fátima terá outras “notícias” e a impunidade, que deveria ser lembrada, cai no esquecimento. Mas os clichês não, esses continuam: “O que acaba com o Brasil é a corrupção!”. E a desinformação, será se não influencia? Essas são as tendências; Fazer da rotina um jargão! Tornar da contemporaneidade o senso comum da vida. Fazemos isso porque “o mundo é dos espertos”. Pulamos na merda e estamos nela, nadando de braçada, pouco importa se sairemos ou não, cabe a nós aproveitar o momento. “Viva cada dia como se fosse o último”, até o “Carpe Diem”, aquele (colha o dia ou aproveite o momento) que cabia diferentes interpretações, caiu nessa lástima. Aceitamos a condição por alguma deficiência de raciocínio ou por conveniência. Vou concluir esse texto dando vida ao que foi introduzido, afinal, “brasileiro não desiste nunca!” e viveremos todos na incumbência de terminar os nossos dias com um, “felizes para sempre”.

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