“Angustiados” ou não, a Indústria Cultural vence!

 

No século XX, Jean Paul Sartre analisou o homem partindo do princípio do existencialismo. Sartre, entre suas afirmações, citara que “a existência precede a essência“ tão como, “o homem é a escolha que há”.

   Muito da sua filosofia chama minha atenção, mas o ponto mais peculiar do seu estudo é a forma com que ele enxerga e/ou apresenta o conceito “liberdade”. Não falo de uma concepção “externa” – contida apenas na essência imaterial das ações -, mas sim a liberdade conjugada à razão e a consciência.

   Este homem disse que o termo “status” é a negação do que o cidadão realmente queria ser, para acolher à tendência de massificação e uniformização de ideias e atitudes; a indústria cultural. Mal sabia o francês, quão comum essa expressão se tornara, e o quão banalizado tornara-se o ato de viver em prol disso. Outro termo comum à sua obra é “angustia”, – por favor, caro leitor, estamos falando de filosofia, não me venha com melancolismo! A palavra se desprende desse sentido – essa que, segundo o filosofo, é reflexiva, voltada à consciência (individual) em existir e tomar decisões.

   Por bem(?) não dotamos de uma filosofia tão íntegra e sensata na nossa atual “conjuntura social”. Essa angústia-reflexiva-existencial devia ser característica necessária do homem, devia tanto isentá-lo da imaturidade impertinente, quando assim fosse, como da insegurança em tempos “difíceis”.  Nós estamos soberbos do excesso de entretenimento… Nós temos shoppings demais, temos as lanchonetes dessas que funcionam 24h, típico da subway, e um McDonald’s durante o dia, temos a lástima musical, temos telenovelas para nos sobrecarregar de um drama alheio que nem existe… São todos os “subsídios” para que não possamos apoderar da nossa angústia. Negligenciamos essa situação e mascaramos a responsabilidade, com essas tolices que nos cercam diariamente, nos dando as circunstâncias favoráveis à alienação. Deixamos-nos ser vendidos, nos deixamos ser vendado, esse que por vez, fazemos com as próprias mãos e somos covardes demais para tirá-las, inúteis demais para notá-las e daí por diante.

   Acredito, assim como patriarca dessa teoria, que não existe nada após a morte, ao menos assim Jean Paul Charles Aynard Sartre, não se angustia ao ver a sociedade negligenciar todo seu estudo. Se eu estiver errado, nos perdoe Sartre, por tamanha ignorância… E descanse em paz.

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