Alienados.

Não mais olhamos nos olhos. Ou por medo de ver e entender a alma alheia, por medo da verdade ou por receio apenas… Não mais sorrimos para o desconhecido, qual será dessa vez o medo? De ser mal-recebido, de não ser retribuído, ou simplesmente por não querer bancar o Babaca? Ninguém gosta de ninguém, ninguém se apega por ninguém, por trás de tudo há um interesse. A desculpa é que o mundo está um caos, mas a forma como lidamos com isso faz dele ainda pior. Queremos assutar quem não precisa, queremos evitar quem nos quer bem e ainda temos fé, ainda acreditamos que uma força maior é o que, ou quem, realmente vai mudar toda essa bagunça. Será mesmo? Não assistimos aos telejornais nem lemos o jornal impresso, por receio de saber a barbárie que se passa no resto do mundo – claro que isso é relativo, pois a credibilidade dos meios de comunicação oscila – preferimos a omissão. Não fazemos visitas aos que realmente precisam para não presenciarmos a dor alheia e termos que passar a conviver com parte dela para nós. O egoísmo é o que nos rege. Não mais reclamamos, pois o sistema hipócrita que conduz nos convém: “Eu tenho, porque reinvindicar ?” É proibido jogar bola na rua, amanhecer na praça, andar a pé, ficar de vidro aberto no sinal… Mas ninguém nota – em tese. Estamos todos ocupados demais para viver, buscamos um “futuro” que nunca vai chegar. Como diz o poeta: “Viver é para poucos, a maioria só existe!” 

 

 

 

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